Hotel Rural Horta da Moura – Nasce um feitiço de moura à beira lago

O Hotel Rural Horta da Moura, em Monsaraz, tem nova administração e o Alentejo ganhou um projecto onde requalificação, dimensão humana, sustentabilidade e desenvolvimento da região são palavras-chave. A apresentação da nova vida deste empreendimento a dois passos da vila fortificada de Monsaraz juntou a 23 de Junho, noite de São João, mais de cinco dezenas de convidados entre entidades públicas e privadas. A noite serviu, ainda, para falar de futuro, de novos projectos de turismo sustentável à beira Alqueva, todos sob o chapéu da Gentalberg – Desenvolvimento Turístico.

São quatro estrelas de requalificação hoteleira, sustentabilidade, desenvolvimento local, aposta na região, aquelas que o concelho de Reguengos de Monsaraz ganhou no firmamento turístico. O renovado Hotel Rural Horta da Moura, um quatro estrelas a dois passos da vila histórica de Monsaraz, do centro oleiro de São Pedro do Corval e da albufeira de Alqueva, pretende ser um espaço onde se cruzam e vivem «cheiros, sabores e cores». Isso mesmo explicou a proprietária da Horta da Moura e administradora da Gentalberg – Desenvolvimento Turístico, Maria Luísa Paiva dos Santos no decurso do evento que reuniu perto de cinco dezenas de convidados e que serviu para apresentar, na própria unidade, a reconversão e nova imagem da unidade, assim como outros projectos turísticos para a zona, num futuro próximo.

A noite de São João, com direito ao tradicional mastro sanjoanino, a momentos musicais, à cozinha com sabor a Alentejo, foi antecedida, ao cair da tarde, por um passeio de barco entre margens de Alqueva, partindo do ancoradouro nas proximidades do hotel rural.

Entre os presentes que acederam ao convite da Gentalberg referência para os presidentes das autarquias de Reguengos de Monsaraz, Vítor Martelo e de Portel, Norberto Patinho; Ceia da Silva, Presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo (ERT Alentejo); António Cebola, do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI); Henrique Troncho, Presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA).

No decurso do jantar, referindo as «Vontades d´Alentejo», frase chave de todo o projecto Gentalberg, Maria Luísa Santos, introduziu «Alqueva como elemento inspirador, um elo de ligação para outros projectos turísticos». Projectos que a Gentalberg pretende que sirvam para, atraindo e fixando visitantes, consolidar a identidade da região, envolvendo as populações locais e criando elos com os diversos actores de promoção e desenvolvimento.

Neste âmbito, depois da Horta da Moura a Gentalberg, propõe-se lançar um outro projecto, este no concelho de Portel, na Aldeia de Alqueva.
Serão 15 as casas recuperadas (um total de 30 camas), respeitando a arquitectura local. A «Aldeia do Lago», como se chamará o novo projecto da Gentalberg nascerá sob o signo «Vontades de Alentejo, num aceno de água…» e tem entre os propósitos, fomentar uma relação estreita com a comunidade, um certo «estar» de aldeia, coabitando com a padaria, com a queijaria, com o produtor de enchidos, com os ofícios subsistentes.

Sucessivamente sublinhado ao longo daquele jantar foi o carácter humano e de referências regionais que preside a todo o projecto. Uma matriz visível na noite de convívio na Horta da Moura, com a presença do grupo de cante alentejano da Amieira, «Os Almocreves»; a arte ao vivo de um jovem oleiro do Corval, os cantares dos «Outra Margem», as tradições sanjoaninas, a mesa alentejana. No fundo, elementos da identidade de uma região que, como foi afirmado, estará «sempre presente em todos os projectos Gentalberg».

Já Ceia da Silva, responsável máximo pela ERT Alentejo, sublinhou a importância de projectos como o apresentado para o desenvolvimento sustentado da região, com capacidade para fixar emprego e fomentar a economia local, servir de elo de ligação com a oferta existente. Este responsável referindo-se ao produto Alentejo, pediu articulação entre as diversas entidades, empenho na promoção e na criação de produtos fortes e vinculados às características da região; produtos com a capacidade de fixar o visitante.

Refira-se que o presente investimento passou pela aquisição da totalidade das acções da Horta da Moura. Numa primeira fase procedeu-se a obras de requalificação e reabilitação de uma unidade com mais de duas dezenas de anos e que fez história ao tornar-se o primeiro hotel rural a funcionar em Portugal. Para além da imagem renovada, com um novo logótipo sob o lema «O feitiço da moura na beira do lago», a Horta da Moura teve no último mês uma intervenção a nível dos quartos, zonas comuns, áreas de lazer, incluindo a piscina, campo de ténis, cavalariças, jardins.

A equipa, composta por cerca de 20 colaboradores, mantém-se quase inalterável, apostando a administração na formação e requalificação dos profissionais.

Numa segunda fase, em meados de Outubro de 2009, a Horta da Moura encerrará, então, para obras de fundo e lançamento do projecto de ampliação, aumentando para 40 o número de quartos, o dobro dos actualmente existentes.

Fonte: Café Portugal

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